33-Suicídio
O estampido foi ouvido em todo o colégio. Professores pararam as aulas. Alunos inquietos olharam pela janela procurando a causa do barulho. Susto, medo, curiosidade. Depois do primeiro momento de inércia causado pelo choque, a balbúrdia começou.
- Foi um tiro!
- O quê?
- Alguém atirou!
- Silêncio!
Em cada classe os professores tentavam manter a ordem. Eles mesmos assustados, preocupados, fazendo indagações. “O que terá sido?”
O barulho diminuiu e alguns professores tentaram retomar as aulas. Aos poucos, tudo voltou a ficar calmo. Um silêncio estranho, quase ensaiado encheu as salas do 1º andar. Entre uma e outra palavra do professor, era quase possível ouvir as mentes confusas dos alunos, cheios de dúvidas e excitados quanto ao motivo do suposto tiro. De onde viera? Que teria acontecido?
De repente ouviu-se um grito.
- Atiraram em alguém do colégio! – Concluiu um aluno.
- Quem disse? – Perguntou outro.
- Só pode! Não ouviu o tiro?
Ninguém mais pôde segurar os alunos confusos, que curiosos, desciam as escadas rapidamente.
- Ai meu Deus! – o gemido vinha do banheiro masculino, mas a voz era de mulher.
A turma encaminhou-se para lá. No chão, mergulhado numa poça de sangue, estava Miguel, 15 anos, aluno do 1º ano “C”. Uma arma pendia de sua mão esquerda. Estava morto.
* * *
A diretora Analisa foi amparada pelo vice-diretor que encaminhou-a rapidamente à sala mais próxima e ofereceu-lhe um calmante. Ela fora a primeira pessoa a ver o rapaz. Passava por acaso em frente ao banheiro quando escutou o tiro.
O alvoroço dos alunos querendo ver o acontecido precisou ser controlado novamente. Meninas nervosas choravam abraçadas umas às outras. Os rapazes, em estado de choque, abanavam a cabeça ainda sem acreditar. A polícia chegou e a área foi isolada.
A turma do 1º C tão logo soube quem cometera o suicídio, ficou assustada.
- Miguel?!
Um rapaz pacato, quieto, quase despercebido na turma, não fossem os olhos verdes no rosto moreno, os cabelos lisos que sacudia para afastar da testa e o sorriso que encantava com facilidade as garotas.
“Por que o Miguel se matou?”
A pergunta passeava na cabeça dos alunos. “Um cara calmo, legal, gente finíssima...”
Luis Carlos parecia mais abatido que todos. Andréa, sua colega de turma percebeu e tentou ajudar.
- Coisa triste, não? Por quê?
O rapaz sacudiu os ombros sem explicação e virou o rosto.
- Você lembra que pedi oração por ele há umas duas semanas atrás? Carlos falou.
- Lembro, sim.
- Eu percebi que ele não estava bem. Ele comentou de um problema com o pai dele. Mas sabe
como é... Como era o Miguel. Não dizia nada, só sorria, ninguém via o cara triste.
- É, eu achava legal que ele não se irritava quando os meninos pegavam no pé dele, com aquelas brincadeiras que tiram qualquer um do sério.
- Andréa, nós estávamos aqui. Percebemos a situação do cara e não nos incomodamos o suficiente. Eu me senti incomodado a semana toda para visitá-lo, conversar com ele... Mas sempre tinha alguma coisa para fazer... E agora, não há nada mais para ser feito!
Andréa ficou em silêncio e sentou ao lado do amigo. Era verdade. Ela também era crente e isso era tudo. Poucos colegas sabiam. Lágrimas escorreram também pelo rosto da garota. Em silêncio, os dois colegas de classe e irmãos em Cristo, refletiram sobre o que estavam fazendo para anunciar a luz de Cristo aos colegas que viviam em trevas.
- Vamos agir?
A pergunta de Luis Carlos era um desafio. Andréa apertou a mão do colega.
- Vamos, sim.
De mãos dadas, fecharam os olhos. Luis Carlos orou.
“Senhor Jesus, perdoe-nos por nosso pouco caso em relação à situação de nossos colegas que não te conhecem e estão perdidos nas trevas, vagando sem direção e perecendo! Senhor, nós apresentamos nossas vidas agora diante de Ti e nos oferecemos como vasos para serem usados por ti. Usa-nos neste colégio, em nossa turma, e faz-nos pregadores das tuas boas novas de salvação. Amém!”
Como resultado daquela oração, nasceu um Clube bíblico e ponto de evangelismo naquele colégio. À Luis Carlos e Andréa, uniram-se vários outros alunos de todas as turmas, que conheciam o Senhor Jesus. E o evangelho começou a ser anunciado ali.
* * * *
- Foi um tiro!
- O quê?
- Alguém atirou!
- Silêncio!
Em cada classe os professores tentavam manter a ordem. Eles mesmos assustados, preocupados, fazendo indagações. “O que terá sido?”
O barulho diminuiu e alguns professores tentaram retomar as aulas. Aos poucos, tudo voltou a ficar calmo. Um silêncio estranho, quase ensaiado encheu as salas do 1º andar. Entre uma e outra palavra do professor, era quase possível ouvir as mentes confusas dos alunos, cheios de dúvidas e excitados quanto ao motivo do suposto tiro. De onde viera? Que teria acontecido?
De repente ouviu-se um grito.
- Atiraram em alguém do colégio! – Concluiu um aluno.
- Quem disse? – Perguntou outro.
- Só pode! Não ouviu o tiro?
Ninguém mais pôde segurar os alunos confusos, que curiosos, desciam as escadas rapidamente.
- Ai meu Deus! – o gemido vinha do banheiro masculino, mas a voz era de mulher.
A turma encaminhou-se para lá. No chão, mergulhado numa poça de sangue, estava Miguel, 15 anos, aluno do 1º ano “C”. Uma arma pendia de sua mão esquerda. Estava morto.
* * *
A diretora Analisa foi amparada pelo vice-diretor que encaminhou-a rapidamente à sala mais próxima e ofereceu-lhe um calmante. Ela fora a primeira pessoa a ver o rapaz. Passava por acaso em frente ao banheiro quando escutou o tiro.
O alvoroço dos alunos querendo ver o acontecido precisou ser controlado novamente. Meninas nervosas choravam abraçadas umas às outras. Os rapazes, em estado de choque, abanavam a cabeça ainda sem acreditar. A polícia chegou e a área foi isolada.
A turma do 1º C tão logo soube quem cometera o suicídio, ficou assustada.
- Miguel?!
Um rapaz pacato, quieto, quase despercebido na turma, não fossem os olhos verdes no rosto moreno, os cabelos lisos que sacudia para afastar da testa e o sorriso que encantava com facilidade as garotas.
“Por que o Miguel se matou?”
A pergunta passeava na cabeça dos alunos. “Um cara calmo, legal, gente finíssima...”
Luis Carlos parecia mais abatido que todos. Andréa, sua colega de turma percebeu e tentou ajudar.
- Coisa triste, não? Por quê?
O rapaz sacudiu os ombros sem explicação e virou o rosto.
- Você lembra que pedi oração por ele há umas duas semanas atrás? Carlos falou.
- Lembro, sim.
- Eu percebi que ele não estava bem. Ele comentou de um problema com o pai dele. Mas sabe
como é... Como era o Miguel. Não dizia nada, só sorria, ninguém via o cara triste.
- É, eu achava legal que ele não se irritava quando os meninos pegavam no pé dele, com aquelas brincadeiras que tiram qualquer um do sério.
- Andréa, nós estávamos aqui. Percebemos a situação do cara e não nos incomodamos o suficiente. Eu me senti incomodado a semana toda para visitá-lo, conversar com ele... Mas sempre tinha alguma coisa para fazer... E agora, não há nada mais para ser feito!
Andréa ficou em silêncio e sentou ao lado do amigo. Era verdade. Ela também era crente e isso era tudo. Poucos colegas sabiam. Lágrimas escorreram também pelo rosto da garota. Em silêncio, os dois colegas de classe e irmãos em Cristo, refletiram sobre o que estavam fazendo para anunciar a luz de Cristo aos colegas que viviam em trevas.
- Vamos agir?
A pergunta de Luis Carlos era um desafio. Andréa apertou a mão do colega.
- Vamos, sim.
De mãos dadas, fecharam os olhos. Luis Carlos orou.
“Senhor Jesus, perdoe-nos por nosso pouco caso em relação à situação de nossos colegas que não te conhecem e estão perdidos nas trevas, vagando sem direção e perecendo! Senhor, nós apresentamos nossas vidas agora diante de Ti e nos oferecemos como vasos para serem usados por ti. Usa-nos neste colégio, em nossa turma, e faz-nos pregadores das tuas boas novas de salvação. Amém!”
Como resultado daquela oração, nasceu um Clube bíblico e ponto de evangelismo naquele colégio. À Luis Carlos e Andréa, uniram-se vários outros alunos de todas as turmas, que conheciam o Senhor Jesus. E o evangelho começou a ser anunciado ali.
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