25-Perdão, amiga...
Janaína e Adriana eram inseparáveis. Estudavam na mesma escola, freqüentavam a mesma igreja, gostavam de sair juntas nos finais de semana. A amizade entre elas era assim desde a infância e parecia que nunca teria fim. Aí, quando as duas tinham lá seus treze anos de idade, o interesse pelos garotos foi crescendo. Às vezes, as duas se viam às voltas com alguns rapazes na escola e na igreja. Era tão bom conversar com os garotos! Mesmo assim, elas não se separavam. Imagina! Aí que as duas tinham assunto para conversar.
“Viu o cabelo do Felipe hoje, como estava lindo?”
“Ah, menina, eu fiquei paralisada quando o Diogo olhou pra mim...”
E a conversa rendia por horas a fio.
Um belo dia, porém, apareceu um garoto novo na igreja. Mais velho, assim... uns dezesseis anos. E muito bonitinho. Adriana ficou apaixonada por ele. “Puxa, Ína, acho que ele é o amor da minha vida.”, comentou um domingo, ao conversar com a amiga.
Janaína, de pronto, ofereceu-se para ajudar. “Vou dar um jeito de conhecê-lo e apresentá-lo a você”, disse animada. E nem esperou muito tempo, foi tentando dali, daqui, até que finalmente conheceu o rapaz. Agora, ela só vivia de papo com o Marcelo (nome do garoto). Adriana sentiu uma pontinha de medo no coração. “Será que a Ína vai conquistar o Marcelo pra mim, ou pra ela?” Mas depois ela se arrependia de ter pensado tal coisa. “A Janaína não faria isso comigo”.
Os dias foram passando. Janaína, esquecia até de ficar muito tempo com a amiga, tão ocupada que estava em ser amiga do Marcelo. Ela até apresentou o rapaz para Adriana. Mas qual! O rapaz olhava mais para a Janaína, sorria e conversava mais com ela. Para a Adriana, ele só tinha cumprimentos rápidos, quase nem notava que ela estava ali.
Adriana começou a duvidar de que algum dia o rapaz se interessaria por ela. E começou a sofrer também. Afinal, parecia que ele só tinha olhos para a sua melhor amiga! E ela, por sua vez... não despistava que também estava interessada.
De pouquinho em pouquinho, as duas amigas foram se afastando. Um dia, a Janaína chegou na igreja de mãos dadas com o Marcelo. Depois do culto, eles ficaram juntinhos, abraçados no ponto de ônibus. E Adriana vendo, com o coração dolorido, as lágrimas presas na garganta.
“Ai, Jesus, que raiva da Ína, que traicão ela fez comigo!”
Adriana chorou a noite toda. E Janaína, nem aí pra dar satisfação. Passou um mês e meio. Um dia, a Janaína chegou na igreja sozinha, e sentou lá no fundo da igreja. Adriana viu, estranhou, mas fingiu que não estava nem aí. As outras garotas da igreja, indignadas com a atitude da ex-amiga, também só aumentaram a fofoca. “Aposto que ela tomou um fora do Marcelo. Foi bem feito, quem manda ser tão oferecida?” Elas comentavam.
Adriana foi para casa grilada. No ponto de ônibus, nem quis saber da ex-amiga. No coletivo, sentou bem longe. Desceu e andou rápido pra não ter que ficar acompanhando a outra. Mas na hora de dormir, o coração estava pesado. Quando se ajoelhou para orar, só ouvia uma vozinha na consciência: “Perdoa...”
Aí, ela tratava de dormir logo, pra não ter que ficar pensando naquelas palavras. Mas a vozinha não parava de martelar na cabeça: “Perdoa...”
Na escola, ela percebeu que a amiga estava triste, sem graça. Já não era a mesma. O Marcelo, nem aparecia mais para buscar a Janaína na saída. Aí a ex-amiga voltou a se aproximar de Adriana. E Adriana num sufoco. Não queria perdoar. O que ela tinha feito, não dava pra desculpar. E os momentos de tristeza que ela passara por causa da amiga? E quando seu coração se partira? Ela nem se importara...
Mas a vozinha não a deixava em paz. “Lembra daquela pergunta de Pedro a Jesus? Quantas vezes tenho que perdoar àquele que me faz mal? Setenta vezes...”
Ah, Adriana não quis lembrar o resto. Mas a vozinha só lembrava quantas vezes o Senhor Jesus já lhe havia perdoado. Como a misericórdia e a graça do Senhor eram grandes para com ela. “Senhor, não sei se tenho coragem para isso... ela me magoou tanto!
Janaína se aproximou. Adriana estava tão pensativa, que nem percebeu. Aí já nem deu pra fugir. Janaína falou de cabeça baixa: “Perdão, amiga... Eu errei com você. E agora, percebo que nem valeu a pena. O Marcelo me achou muito criança e terminou comigo. Agora sou eu que estou com o coração partido. Não lucrei nada com esse namoro.”
Adriana olhou para a ex-amiga, perplexa. A colega continuou de cabeça baixa esperando uma resposta. Adriana viu duas lágrimas caindo no rosto dela. Lágrimas de arrependimento, tristeza.
Aí ela sentiu uma onda de amor lhe aquecendo o peito. Um carinho enorme invadiu seu coração. Ela sorriu e puxou Ina, a ex-amiga pela mão. A amiga aproximou-se chorando, soluçando, pedindo perdão. Adriana colocou a cabeça dela no colo e sussurrou: “Assim como Jesus me perdoou, eu te perdôo em nome de Jesus!”
Bastou isso. E o gozo do Senhor Jesus voltou a reinar nos dois corações.
Recadinho:
Na adolescência, é comum passarmos por situações complicadas envolvendo amigos a quem amamos tanto. Às vezes até sofremos por coisas que não valem a pena. Mas fica sempre uma grande lição: as experiências ruins nos fazem amadurecer na fé, e, muitas vezes, são livramentos de Deus para nós. Não guarde rancor. Simplesmente perdoe no nome de Jesus, e aguarde, porque o que Deus tem para fazer na sua vida, Ele vai realizar, não importa o tempo, as circunstâncias, os empecilhos. Basta você crer.
Um abraço!
Eugenia
“Viu o cabelo do Felipe hoje, como estava lindo?”
“Ah, menina, eu fiquei paralisada quando o Diogo olhou pra mim...”
E a conversa rendia por horas a fio.
Um belo dia, porém, apareceu um garoto novo na igreja. Mais velho, assim... uns dezesseis anos. E muito bonitinho. Adriana ficou apaixonada por ele. “Puxa, Ína, acho que ele é o amor da minha vida.”, comentou um domingo, ao conversar com a amiga.
Janaína, de pronto, ofereceu-se para ajudar. “Vou dar um jeito de conhecê-lo e apresentá-lo a você”, disse animada. E nem esperou muito tempo, foi tentando dali, daqui, até que finalmente conheceu o rapaz. Agora, ela só vivia de papo com o Marcelo (nome do garoto). Adriana sentiu uma pontinha de medo no coração. “Será que a Ína vai conquistar o Marcelo pra mim, ou pra ela?” Mas depois ela se arrependia de ter pensado tal coisa. “A Janaína não faria isso comigo”.
Os dias foram passando. Janaína, esquecia até de ficar muito tempo com a amiga, tão ocupada que estava em ser amiga do Marcelo. Ela até apresentou o rapaz para Adriana. Mas qual! O rapaz olhava mais para a Janaína, sorria e conversava mais com ela. Para a Adriana, ele só tinha cumprimentos rápidos, quase nem notava que ela estava ali.
Adriana começou a duvidar de que algum dia o rapaz se interessaria por ela. E começou a sofrer também. Afinal, parecia que ele só tinha olhos para a sua melhor amiga! E ela, por sua vez... não despistava que também estava interessada.
De pouquinho em pouquinho, as duas amigas foram se afastando. Um dia, a Janaína chegou na igreja de mãos dadas com o Marcelo. Depois do culto, eles ficaram juntinhos, abraçados no ponto de ônibus. E Adriana vendo, com o coração dolorido, as lágrimas presas na garganta.
“Ai, Jesus, que raiva da Ína, que traicão ela fez comigo!”
Adriana chorou a noite toda. E Janaína, nem aí pra dar satisfação. Passou um mês e meio. Um dia, a Janaína chegou na igreja sozinha, e sentou lá no fundo da igreja. Adriana viu, estranhou, mas fingiu que não estava nem aí. As outras garotas da igreja, indignadas com a atitude da ex-amiga, também só aumentaram a fofoca. “Aposto que ela tomou um fora do Marcelo. Foi bem feito, quem manda ser tão oferecida?” Elas comentavam.
Adriana foi para casa grilada. No ponto de ônibus, nem quis saber da ex-amiga. No coletivo, sentou bem longe. Desceu e andou rápido pra não ter que ficar acompanhando a outra. Mas na hora de dormir, o coração estava pesado. Quando se ajoelhou para orar, só ouvia uma vozinha na consciência: “Perdoa...”
Aí, ela tratava de dormir logo, pra não ter que ficar pensando naquelas palavras. Mas a vozinha não parava de martelar na cabeça: “Perdoa...”
Na escola, ela percebeu que a amiga estava triste, sem graça. Já não era a mesma. O Marcelo, nem aparecia mais para buscar a Janaína na saída. Aí a ex-amiga voltou a se aproximar de Adriana. E Adriana num sufoco. Não queria perdoar. O que ela tinha feito, não dava pra desculpar. E os momentos de tristeza que ela passara por causa da amiga? E quando seu coração se partira? Ela nem se importara...
Mas a vozinha não a deixava em paz. “Lembra daquela pergunta de Pedro a Jesus? Quantas vezes tenho que perdoar àquele que me faz mal? Setenta vezes...”
Ah, Adriana não quis lembrar o resto. Mas a vozinha só lembrava quantas vezes o Senhor Jesus já lhe havia perdoado. Como a misericórdia e a graça do Senhor eram grandes para com ela. “Senhor, não sei se tenho coragem para isso... ela me magoou tanto!
Janaína se aproximou. Adriana estava tão pensativa, que nem percebeu. Aí já nem deu pra fugir. Janaína falou de cabeça baixa: “Perdão, amiga... Eu errei com você. E agora, percebo que nem valeu a pena. O Marcelo me achou muito criança e terminou comigo. Agora sou eu que estou com o coração partido. Não lucrei nada com esse namoro.”
Adriana olhou para a ex-amiga, perplexa. A colega continuou de cabeça baixa esperando uma resposta. Adriana viu duas lágrimas caindo no rosto dela. Lágrimas de arrependimento, tristeza.
Aí ela sentiu uma onda de amor lhe aquecendo o peito. Um carinho enorme invadiu seu coração. Ela sorriu e puxou Ina, a ex-amiga pela mão. A amiga aproximou-se chorando, soluçando, pedindo perdão. Adriana colocou a cabeça dela no colo e sussurrou: “Assim como Jesus me perdoou, eu te perdôo em nome de Jesus!”
Bastou isso. E o gozo do Senhor Jesus voltou a reinar nos dois corações.
Recadinho:
Na adolescência, é comum passarmos por situações complicadas envolvendo amigos a quem amamos tanto. Às vezes até sofremos por coisas que não valem a pena. Mas fica sempre uma grande lição: as experiências ruins nos fazem amadurecer na fé, e, muitas vezes, são livramentos de Deus para nós. Não guarde rancor. Simplesmente perdoe no nome de Jesus, e aguarde, porque o que Deus tem para fazer na sua vida, Ele vai realizar, não importa o tempo, as circunstâncias, os empecilhos. Basta você crer.
Um abraço!
Eugenia

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